A Logística
Internacional ocorre quando as cadeias cruzam as
fronteiras internacionais do país. Está relacionado ao fluxo de materiais de um
país para outro. É sobre o movimento de materiais para exportação ou
importação, um fator chave para satisfazer a demanda nos mercados internacionais.
Em um ambiente
globalizado, não são apenas os produtos que competem, a
cadeia logística também compete.
Essas cadeias
representam combinações de fabricantes, distribuidores e operadores logísticos,
que colaboram para produzir a mais alta eficiência e o menor custo possível
para cada produto, com os requisitos de disponibilidade e flexibilidade
necessários a qualquer momento. Por sua vez, as cadeias logísticas giram em
torno de polos logísticos intermodais especializados de alta capacidade, redes
e elementos de infraestrutura de transporte.
A colaboração entre empresas envolvidas na mesma cadeia de
suprimentos também ajuda a otimizar recursos, minimizar a necessidade de
estoque e reduzir o tempo de fornecimento por meio do uso de operações de
comércio cruzado, por exemplo, aplicando sistemas de otimização logística como
a manufatura enxuta.
A complexidade
das operações de comércio internacional torna essencial os serviços de um
operador Logístico Global, permitindo que o exportador se concentre no
desenvolvimento de suas vantagens competitivas.
Fatores que incentivam a Logística
Internacional
Existem vários
fatores que incentivam as compras internacionais na Logística
Internacional.
Eles incluem o
seguinte:
1.
1.
A indisponibilidade de certas
matérias-primas locais pode levar uma organização a buscar o fornecimento deles
no exterior;
2.
Pode haver problemas de qualidade
no mercado local. O mercado local pode não oferecer a qualidade exigida
por alguns países. A maioria dos supermercados em países como a África que
produzem frutas e legumes são abastecidos com os mesmos produtos comprados
da UE e dos EUA, porque o mercado local falha em fornecer a qualidade exigida
pelos clientes;
3.
O lead time é um problema.
Algumas organizações podem demorar muito para fornecer os materiais exigidos
pelo mercado de compras. Assim, a organização pode obter os produtos
necessários no exterior mais rápido do que em fontes locais;
4.
Os esforços de integração
regional podem fazer com que produtos estrangeiros de outros região sejam mais
barato, obrigando as empresas locais a comprar dessa região em vez de
localmente;
Por exemplo, há esforços dentro da região da EAC (East African Community) para
remover do comércio impostos inter-regionais. Isso tornará os produtos locais
mais baratos;
5.
A tecnologia é um problema.
Algumas empresas podem exigir produtos que a tecnologia disponível
localmente não produz. Isso exigirá que eles importem;
6.
A fabricação de certos produtos
(como carro) exige adquirir diferentes materiais de vários países e continentes.
Para fazer uma camisa pode exigir botões, linhas, zíperes, etc. que não podem
ser obtidos no mercado local.
O Processo Logístico no Comércio
Internacional
O agendamento
para a cadeia logística deve começar a partir do momento em que uma
empresa desenvolve planos para importar ou exportar um produto. Isso ocorre
porque afeta tudo, desde o design de contêineres ou pacotes até os termos de
entrega que serão acordados no contrato de venda, entre muitos outros aspectos.
Além dos custos inerentes a todas as operações logísticas, os principais
elementos que devem ser considerados incluem:
1.
1.
1. Natureza e características dos produtos;
2. A unidade de carga;
3. O modo de transporte;
4. O processo de transporte;
5. Legislação e padrões;
6. Logística no contrato de venda internacional.
Natureza e características dos produtos
Esses aspectos
determinam a configuração da unidade de carga e até o modo de transporte que
deve ser utilizado, bem como os sistemas de armazenamento e manuseio. Vale a
pena fazer uma distinção entre:
1.
1.
- Carga geral em unidades soltas (carga
fracionada) ou agrupadas em paletes (carga unitária), a que é
majoritariamente transportada em contêineres;
2. Carga a granel, que pode ser embarcada em contêineres ou outras
unidades de transporte de carga, ou ainda em navios graneleiros, petroleiros,
caminhões-tanque, etc;
3. Carga de grandes dimensões, que requer condições especiais para
manuseio ou transporte;
4. Carga de temperatura controlada: refrigerada, congelada,
ultracongelada ou quente;
5. Mercadorias perigosas, particularmente aquelas incluídas em
regulamentos internacionais: Convenção ADR, Código IMDG, Regras IATA DGR e a
Convenção RID;
6. Carga rolante, composta de plataformas que podem ser roladas
sobre rodas, caminhões reboques, caminhões, vagões de trem, etc. Outros bens,
como bens valiosos ou animais vivos.

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